o diretor grita ação e eu saio trotando por uma calçada rendada de sol e árvores na vila madalena com um sorriso submerso logo abaixo da superfície da face.
é 26 de junho e faz um ano inteiro que eu sou bem mais feliz.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
the 1st year celebration mixtape

01 - an evening out - brincando de deus
02 - we could walk together - the clientele
03 - sugarcube - yo la tengo
04 - wraith pinned to mist and other games - of montreal
05 - minor detail- sondre lerche
06 - any way that you want me - spiritualized
07 - nothing and nowhere - emily haines
08 - anyone - joan as police woman
09 - something so right - paul simon
10 - see a little light - bob mould
11 - 'till you come - brincando de deus
12 - i live for that look - dinosaur jr.
a comemoração é particular, mas música boa é pra partilhar
terça-feira, 10 de junho de 2008
A Senhora Aimée

Fito os olhos que não devolvem reflexo
Renda de névoa
Iluminura de catarata
Que veste a córnea
Da tela opaca
Cruzo a sala do museu
Sob a severidade do olhar que se oculta
E pervaga o tempo
Ancorada em 1945
A Senhora Aimée censura
Os caninos escuros
A língua mordida entre lábios
A mancha de caneta nos meus dedos
Que vincam no papel
A sua caricatura
sexta-feira, 6 de junho de 2008
under the iron bridge we kissed
despertei tremendo de um pesadelo. coisa que não me ocorre desde nunca porque não me lembro de jamais antes ter acordado assim, sem coragem sequer pra ir ao banheiro.
o sonho: na cozinha do apartamento, umas cinquemeia da tarde, faltava luz. enquanto a penumbra tomava conta do cômodo, j. chegava com outras pessoas conhecidas mas eu só os reconhecia pelas suas vozes e contornos. ficávamos conversando sobre amenidades ali no escuro, eu abraçado a j, até me dar conta de que não era ele, não eram eles, eram todos outras pessoas que haviam conseguido roubar as vozes dos donos originais.
parece bobo, mas aquilo me causou tamanha impressão que meus dentes pareciam querer pular da arcada dentária. acendi o abajur, li, liguei tv, mas acabei apelando por acordar j: "por favor, aqui, me abraça, me segura, eu quero dormir".
o sonho: na cozinha do apartamento, umas cinquemeia da tarde, faltava luz. enquanto a penumbra tomava conta do cômodo, j. chegava com outras pessoas conhecidas mas eu só os reconhecia pelas suas vozes e contornos. ficávamos conversando sobre amenidades ali no escuro, eu abraçado a j, até me dar conta de que não era ele, não eram eles, eram todos outras pessoas que haviam conseguido roubar as vozes dos donos originais.
parece bobo, mas aquilo me causou tamanha impressão que meus dentes pareciam querer pular da arcada dentária. acendi o abajur, li, liguei tv, mas acabei apelando por acordar j: "por favor, aqui, me abraça, me segura, eu quero dormir".
terça-feira, 3 de junho de 2008
safe and sound
quero padecer de uma grave mania religiosa, um fanatismo, tirar as sortes vergiliae ou deixar o papel rendado com os vincos fortes da caneta em ideogramas de i-ching, abrir livros ao caso em busca de respostas como eu fazia quando era muito novo.
na falta de melhores presságios volto a escutar uma canção que me consumia há uns quatro anos. um recuerdo de um tempo que eu pagaria em euro para reviver.
na falta de melhores presságios volto a escutar uma canção que me consumia há uns quatro anos. um recuerdo de um tempo que eu pagaria em euro para reviver.
Assinar:
Postagens (Atom)